
| Olá Damas e Cavalheiros. Homens e mulheres ! Aborigenes de outrora, tecnocratas do futuro... O amanhã não espera. Sempre haverá um novo. Uma fresca manhã de sol ou chuva e com ela novas chances de dar, mudar, reparar, coletar, confortar, melhorar, alargar, expandir, beneficiar, protestar, estender uma mão ou, ao contrário, enrijecer a face, mostrar os dentes e as garras, desprezar a subsistência e a dignidade do irmão sapiens. Ao meio dia, à tarde, ao cair do crepúsculo, ao anoitecer, mesmo a noite e no mutismo da madrugada, em sua calada, eis a voracidade, a ganância que se agiganta, incontrolavel, quanto mais, mais, e muito mais... até o limite da extorção, voraz, insaciavel, pelo maximo da riqueza e da luxuria, à custa dos timidos e dos incautos, dos ingênuos e inocentes, decentes e complacentes - pobres de espirito... quão inocentes! Neste mundo incoerente, no fundo o ser é dele e para ele só, de si para si, poucos homens prontos a compartilhar, a maioria para tomar e não repartir; sumir, esquivar-se de corpo e alma e banir a emoção, contemplar a queda do alheio - na sarjeta - se espatifar, se subnutrir, esqueletar-se em negro ao meio da escura mortalha de moscas e larvas, horriveis rebotalhos, crianças de pele e osso, pobres africanos, babando, morimbundos, fotografados, sua saga o mundo contemplando de longe, indiferente, ar grave, na tela da CNN, nas páginas de um "Time" ou uma "Veja". E nós, cumplices impotentes emudecidos, ofuscados, ocupados, perplexos, obsessivos tecnocratas, burocratas, adoradores e pecadores do insano império do climax, da tensão e do tesão, copular, ejacular, acabar. E, de novo, o loop implacável: Burlar, matar, pelo ouro, pelo orgasmo, por uma vagina, por outra virgem e outro crucificado, um aqui e outro ali, acabado, arrasado, mutilado, descartado, sem um minuto para parar, pensar, olhar ou contemplar, se apiedar, ou mesmo se desvenciliar da corrida insana, intolerável, absurda, sem fim, rodando, avançando, destroçando, estrupando, estourando não só os miolos, mas também milhões de animalizados africanos, miseráveis, sem pátria, sem ninho, sem eira nem beira, vagando pelo deserto a caminho do juizo final... Dois mil e quinze, a sua passagem pela terra deixou muito a desejar. Adeus dois mil e quatorze. Após quase um decênio e meio no século XXI, nada de significativo mudou, ao contrário, o homem é o mesmo homem; senão pior, a máquina compressora a mesma máquina, a corrupção e o favoritismo as mesmas aberrações de sempre, a economia mundial em ruínas, o desemprego e a miséria dominando. Dois mil e quinze você viveu e sentiu no coração e na própria carne os milhões de infelizes que passaram por seus dias, horas, minutos e segundos; alguns vagabundos, insensatos, ratos e gaiatos, outros acomodados, notivagos e indiferentes, muitos injustiçados, desesperados, vociferando ao ranger dos dentes, buscando, pedindo, rezando, chorando, implorando por dias melhores, por um futuro menos incerto, mais coerente, menos doente! Misericórdia... dê uma mão "seu" tenente... Oi, pera aí, aguarde um pouco mais ano velho! Não se apresse; não deixe que janeiro já comece boiando no mar do mêdo e da incerteza, do ódio e da amargura, da disputa, da luta, da morte e malasorte, da falta de rumo de sul a norte, de polo a polo, desde a tragédia sismica no Japão e no Golfo do México, o tufão arrasador nas Filipinas, a destruição das reservas florestais pela exploração e incendios, o exterminio de espécies, inundações globais, erupções vulcanicas, desirmandade entre as Coreias, as condições inhumanas em Dadaab na Somalia, nas insureições na Tunisia, Egito, Libia, Sudão e Siria, Nigeria, Bagdad, as ofensas aos direitos humanos em paises como Ucraina, China, Tibet, Teerã, Georgia, Darfur, Eritreia, Bombay, Afganistão, Paquistão, Libano, Burma, Mali, a Faixa de Gaza, centenas destroçados, talibanizados, carbonizados e sacrificados em nome de Ala', do Hamas, Hezbolah, da nuclearização do Irã, da Coréia do Norte e das armas quimicas contra inocentes civis sírios, os desastres aereos na Ásia, o terror em Jerusalém, até o além, hidras peconhentas, sangrentas, barbaras... abomináveis... Dois mil e quinze fôste atribulado em especial, por favor, vamos tentar superar as agruras na Africa, a reconstrução de Gaza, o barbarismo do ISIS do DASH, do BOKO HARAM, EL QAIDA, as mortes no Iraque e Síria, Oman, Tunisia, Ucrania, a epidemia ebólica, a fome e a pobreza que assola o mundo. Com a chegada de 2016, desejo aos queridos amigos e a todos na Terra um mundo melhor, de genuina esperança para todas as raças, côres e religiões. Aos amantes da paz, justiça social e solidariedade humana, FELIZ ANO NOVO DE 2016 !!! Salo Yakir, dezembro 2015 © |

