Em Abril de 2008, o então primeiro-ministro Ariel Sharon, lider do recem criado partido "Kadima" - basicamente constituido por egressos do partido direitista "Likud" - foi acometido por súbita e grave doença que o deixou desde então confinado a um leito hospitalar em estado vegetativo. A sucessão do lider partidario se deu através de conturbada disputa entre os deputados Tzipi Livni e Shaul Mofaz, tendo sido eleita a primeira, porém sem condições legais e estatutarias para preencher o cargo de mandataria, devido ao exercicio do cargo pelo então vice-primeiro-ministro Ehud Olmert. Este, ao invés de abdicar de suas conhecidas ambições politicas e fortalecer Livni, passando-lhe a liderança do govêrno, preferiu permanecer como primeiro-ministro interino. Nas eleições que se seguiram em meados de 2009, captou então o partido Kadima a maioria dos votos populares, o que lhe deveria conferir a prerrogativa de liderar o govêrno. Entretanto, isso não ocorreu, pelo simples fato da legislacão eleitoral conceder período limitado de tempo para a formação de um novo govêrno, que deve ser controlado pelo menos por 61 membros do Knesset em sistema de coalizão partidaria. Não tendo logrado Tzipi Livni compactear o Kadima com outros eventuais partidos, a decisão de como formar o govêrno caiu automaticamente na alçada do Presidente de Israel, Shimon Peres. De acôrdo com a coalizão formada pelo partido Likud, o seu lider Beniamin Nataniahu foi incumbido de formar o novo govêrno e, tendo conseguido reunir 68 deputados, foi investido como o novo Primeiro-Ministro. Desde então fazem parte da coalizão do Parlamento o Likud, Shas, Israel Beiteinu, Aguda, tendo também aderido o Partido Trabalhista, que posteriormente se desligou de seu lider Ehud Barak, o qual formou o seu próprio partido e continuou ocupando o Ministério da Defesa do govêrno. AS ELEIÇÕES DE JANEIRO/2013 E A 18o. GESTÃO PARLAMENTAR |

