| CONVENIENCIA E ANTISEMITISMO © por Salo Yakir - 08/2006 Dificilmente iremos encontrar na história da humanidade o barbarismo sem precedentes que foi a besta nazista. Talvez entre os povos primitivos da antiguidade, nas inquisições da Idade Media e mais modernamente nos "pogroms" na União Soviética. Muitos grupos étnicos, entre eles os negros, os ciganos, os armenios e outras minorias, foram perseguidos e mortos por outros povos ao longo dos tempos. A discriminação e a matança entre os homens está profundamente enraizada na dominação dos poderosos sobre os indefesos, quer por motivos religiosos ou disputas fronteiriças, não faltando os gananciosos titeres na conquista e anexação de novos territórios, de preferência ricos em recursos naturais. Também o extremismo religioso continua sendo responsavel pelo extermínio de milhões de inocentes. Mas existem discrepâncias gritantes da maldade e do animalesco: pelo o que os alemães praticaram, as duas bombas atômicas lançadas pelos USA contra o Japão, deveriam ter explodido sôbre Berlim e o Vale do Rur. Mas os americanos não o fizeram, pois pretendiam resgatar os cientistas alemães que por pouco não deram aos nazistas a bomba atômica, o avião a jato, os foguetes balísticos, armas químicas e biológicas, etc. Werner Von Braun é apenas um exemplo entre os cientistas alemães que foram levados para os USA. O mesmo fizeram os soviéticos. Falando explicitamente, sem menosprezar a sina dos povos africanos na atualidade, existirá na face da terra algum lugar onde os judeus não são discriminados, em maior ou menor grau e vivem livres do anti-semitismo? A única resposta plausivel é o Estado de Israel. Em todos os outros países, sem exceção, incluindo os USA, sempre vão haver grupos ou indivíduos anti-semitas, quer por convicção, discriminação, inveja ou ignorância. O mundo gira, os interêsses e os desafios colocam o homem numa perspectiva de ambição materialista em detrimento da perspectiva humanista e ideológica. A esmagadora maioria dos israelitas que nasceu e vive na Diáspora acostumou-se a preencher certas formalidades mínimas para viver em paz com a própria consciência; prefere contribuir em dinheiro para que em Israel se adquira mais uma ambulância, se crie uma escola a mais ou se produzam novos armamentos de defesa. Há aqueles que imigram para se reunir aos milhões ideologicamente motivados, como há outros que chegam a Israel por motivos meramente pessoais e a procura de novos horizontes. A criação do Estado de Israel foi ativada por um processo que durou séculos, desde o domínio dos Filisteus, Gregos, Romanos, Otomanos e Ingleses sobre a Terra Santa, quando o povo israelita se viu banido para os quatro pontos cardinais do planeta. Já no Sec.XVII havia milhares de israelitas habitando a chamada Palestina, nome dado ao lugar pelos Romanos. O processo histórico do retôrno dos judeus à Jerusalém foi pois uma sucessão de causas justas que culminou com a criação do Estado Israelense em Maio de 1948. Uma das causas centrais foi indiscutivelmente a perpretação do Holocausto do Judaísmo Europeu pelo nazismo e o reconhecimento da ONU pela criação de um lar aos judeus dispersos pelo mundo. Digo e repito: Jamais pisarei solo alemão, isso devido à quase inimaginável tragédia que representou o Holocausto, o barbarismo deste povo ariano "superior" que deitou raízes profundas de ódio contra os judeus e que permanecem até os dias atuais. Serviu de fóco para espalhar a mostruosidade por tôda a Europa e o resto do mundo. John Kennedy, quando se expressou em 26 de Junho de 1963 contra o muro de Berlim, condenando uma situação política discriminatória, afirmou "Ich bin ein Berliner" (eu sou um berlinense). Era um político brilhante e soube captar a simpatia dos alemães. Acho pois que todos os judeus do mundo tem mais de dois mil anos árduos de justificativas para declarar justamente o opôsto e em alta vóz: " Ich bin nisht ein Berliner, Ich bin an Israelisher" (eu não sou um berlinense. Eu sou israelense". |


