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Sofri um baque muito grande, quando, alguns anos após me encontrar no kibutz, - que deveria
ser um dos modelos mais atraentes e socialmente mais justos em termos de modalidade
de vida - este começou a desmoronar como uma frágil torre de cartas...

Esta foi a primeira decepção. A segunda enorme decepção foi constatar a inflexibilidade dos
palestinos e dos árabes em geral  de assinar um acôrdo territorial e de paz com Israel,
incluindo o posicionamento dos muçulmanos de Nazaré e os de
Um-El-Fachem.

Emigrei para Israel 4 meses antes da histórica visita do presidente egipcio, Anuar El Sadat,
em fins de 1977. Senti-me então ideologicamente realizado com o evento, pois tudo indicava
que estava aberta a rota para a paz. Infelizmente, este visionário lider árabe viria a ser
assassinado um ano depois, causando outra fisura na torre de cartas que foi desmoronando
gradativamente com o passar do tempo, e já se vê que falta muito pouco para que
sossobre de vez.

E a solução... ? Os partidarios israelenses de esquerda ainda tem esperanças. Também gostaria
de ter. Porém, há que aceitar a realidade de mente aberta, pois se é este o caminho que os
palestinos e os árabes escolheram, teremos de nos preparar para o pior. Não podemos nos dar
ao luxo de contar com os americanos para nos defender.
O presidente Obama desde o inicio de sua gestão tem  pressionado as partes para assinarem
um acôrdo de paz. Israel estaria pronto a fazer sérias concessões, não necessariamente
conforme pensa grande parte da opinião pública. Mas as discrepancias e a inflexibilidade das
lideran
ças árabes é quase que intransponivel, uma vez que veladamente os seus lideres mais
extremistas professam a destruição de Israel e a incompatibilidade de pontos-de-vista entre eles
próprios é inconciliavel.

A recente insurreição popular na Tunisia destruiu um tabú,  abrindo de um lado precedente
quase que inadmissivel nos padroẽs do comportamento e das exigências eticas do hermético
sistema religioso islâmico da Sharia e, do outro, nas cerradas leis totalitarias do sistema
politico muçulmano.

Nos pronunciamentos dos analistas politicos, não está ainda claramente definido se o
fenômeno tunisiano, a imensa rebelião popular no Egito, Libia, Barheim, Iraque e Siria como
a latente em Amã, seja influência crescente do extremismo do Hamas em Gaza, do Hizbollah
no Libano, de Bin-Laden ou da Irmandade Muçulmana extremista que atua, diasfar
çada ou
abertamente, na maioria dos paises árabes.  Por outro lado, temos visto inssureições em outros
paises africanos, como a deposição recente do Presidente Laurent Gbagbo na Costa do Marfim.

A população global árabe atinge a cifra aproximada de 358 milhões, distribuida entre 25
paises, desde a Africa do Norte até a Asia Ocidental. À luz dos recentes acontecimentos
envolvendo ordas populares de protesto, a responsabilidade nas mãos de seus lideres é critica,
pois o mundo islâmico se encontra numa encruzilhada transcedental para a determinação de
seu destino. Se a opção for pela escolha da Irmandade Islâmica, não só os árabes, mas o
mundo todo, irá sofrer as consequencias: imprevisivelmente negativas, segundo a ordem
vigente.

Em Israel só um govêrno altamente motivado e de liderança férrea terá condições de defender
o minúsculo territorio, na medida em que o país lograr preparar-se em termos de qualidade
tecnologica contra a quantidade e os novos armamentos - quer quimicos quer nucleares - que o
mundo árabe e os lunaticos lideres iranianos vem planejando introduzir em seu arsenal para
desafiá-lo.

VOLÁTIL TORRE POLITICA
por Salo Yakir, setembro 2010 ©