Salo Yakir - Fevereiro, 2009



Nada como um céu cinzento e carregado para nos lembrar que após a tempestade
sempre vem a calmaria... Nenhum povo sobre a terra tem a primazia sôbre os
elementos na natureza; infelizmente o mesmo não ocorre com as riquezas naturais
do nosso planeta, que deveriam pertencer a toda a humanidade. Parece absurdo
sugerir que o petróleo em terras árabes fôsse dividido entre todas as nações... Na
verdade, ele e' sim dividido comercialmente, e a peso de ouro, como se pode
constatar pelo preço do barril nas cotações da bolsa da OPEC.

Ainda por um periodo indeterminado, os árabes vão continuar dominando
financeiramente o Oriente Medio e indiretamente o fluxo de divisas nas bolsas de
valores e no sistema bancário mundial.  Enquanto isso, os seus sheiques, principes e
sultões preferem usar os palestinos como bucha de canhão contra Israel,
mantendo-os intencionalmente na pobreza e sob continua exibição ante o mundo
como vitimas da pressão israelense.  

A partir dessa situação, temos três consequencias principais:

1) Os palestinos concentrados em Gaza e nos territorios adjacentes à Jordania, assim
como as diversas facções localizadas no Libano, responsabilizam Israel pelos seus
infortunios, educando seus filhos, desde a infância, de que os sionistas são seus
inimigos mortais e ocupam suas terras. Dai crescerem numa atmosfera odiosa contra
Israel, que se transforma num circulo vicioso de geração em geração. Enquanto
perdurar essa situação, o IDF (Israel Defense Forces) estará  às voltas com o
terrorismo ainda por muito tempo, um terrorismo ignobil que se aprimora
militarmente cada vez mais, quer através do apôio russo, norte-coreano, sirio e
iraniano, quer pela velada cobertura egipcia junto à fronteira.

2) O mundo árabe investe bilhões de dólares no que se pode qualificar de "a cruzada
da dominação subrepticia" do Islamismo em todos os continentes, sem exceção,
incluindo os USA, o Canadá, a Australia, a França e a Inglaterra, paises geralmente
mobilizados num único bloco contra este fenômeno. Principalmente na Europa, os
muçulmanos estão
conseguindo se fazer sentir e, ao lado das provocações antissemitas, abriram uma
frente suplementar e eficiente de ataque contra Israel. Isso, com a preciosa ajuda da
imprensa internacional, que sistematicamente critica e condena as atividades
israelenses em todos os sentidos.

3) A ameaça nuclear iraniana contra Israel e potencialmente contra outros países,
tem sido analizada e levada em conta com muito mais seriedade do que no passado.
Os USA tem declarado categoricamente que não admitirão em hipótese alguma a
existencia de artefatos nucleares no Irã e o mesmo declarou o governo israelense. A
IDF (Israel Defense Forces) tem tomado excepcionais medidas contra a ameaça do
presidente Achimajead e desde janeiro de 2008 vem testando com sucesso um novo
foguete de longo alcance, o "Jerico' III", de aprox. 5000 km. Em seguida, colocaram
em órbita um novo e sofisticado satelite de reconhecimento militar, lançado no
mesmo mes de uma base espacial na India e posteriormente um novo e sofisticado
satelite de comunicações, colocado em órbita por um foguete russo na base de
Baikonur.

Não há perigo eminente contra Israel. O terrorismo vai continuar crescendo e
atacando e ao mesmo tempo as forças de Israel estarão desenvolvendo novas
tecnologias e métodos de combatê-los. Os paises árabes aprenderam que iniciar uma
guerra convencional não lhes é conveniente. Ao invés de socorrer o povo palestino,
vão preferir subsidiar o ódio junto às fronteiras e a difamação pelo mundo,
incluindo a ONU.

Nem a liderança palestina nem a dos demais paises árabes estão amadurecidos o
suficiente para estabelecer um pacto de paz com Israel. O extremismo, o ódio e o
ressentimento são por demais profundos; os moderados representam uma minoria,
incluindo o defetivel lider do "Fatah", Abu Mazen, que por falta de alternativa,
procura salvar as aparências diante do mundo em seus encontros aleatórios com o
primeiro-ministro israelense Ehud Olmert.
OS  ARABES  EXTREMISTAS  MURMURAM  PAZ
MAS  VISAM  A  DESTRUIÇÃO  DE  ISRAEL
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