HEZBOLLAH - ISRAEL SE DEFENDE
E O PRESIDENTE LIBANES CHORA ©



Inúmeras vozes se fizeram ouvir no sentido de que seria inadmissível permitir
que o Hezbolah obtivesse quaisquer vantagens no atual conflito. E estas
apreensões são inteiramente justificadas, criticas mesmo, se consideradas as
implicações táticas e estratégicas que não só as organizações terroristas,
como também países radicais como o Ir
ã e a Síria, iriam obter no caso de
uma retirada precoce do exercito israelense do Líbano.
A cínica posição adotada por expressivo numero de países condenando
Israel, parece desafiar voluvelmente as consequências dos ataques
terroristas perpretados em muitos casos contra estas próprias nações no
passado. Como já foi dito, a Israel não resta alternativa senão continuar a
combater o Hezbollah nas regiões libanesas a partir das quais tem
sistemática e indiscriminadamente bombardeado as suas cidades, causando
inumeros mortos e feridos. Este conflito apanhou as forças armadas
israelenses de certa  forma despreparadas, pois além de ter-se engajado numa
guerra de guerrilhas,  ficou evidenciado que nos seis anos desde o conflito
anterior no Líbano, o Hezbollah conseguiu montar um arsenal gigante de
mísseis, "katiushas" e outras armas fornecidas pelo Irã e a Síria, além de
manter uma bem organizada rêde de "bunkers", esconderijos camuflados,
trincheiras, lançadeiras de mísseis ocultos e disparados
de aldeias e áreas civis.
Os movimentos nacionalistas que lutam pela liberdade de seus países
contra a tirania, não devem nem podem ser comparados por determinados
países às ações sanguinárias dos terroristas baseados no Oriente Médio. Estes
terroristas são o fruto da lamentável infraestrutura educacional do
Islã radical, que mantém programas escolares de doutrinação baseados
no "Jihad" e nos "Shaides", que evocam em seus livros pedagógicos a
destruição sumária de Israel. "Jogar todos os sionistas no mar" é um dos
lemas de maior penetração na continua lavagem cerebral que os Sheikes e
Mulas muculmanos pregam em seus sermões. Assim educados, massas de
jovens se entregam à guerra santa (Jihad) convencidos de que Israel teria
se apossado indevidamente das terras que ocupa, transformando-se para
tanto nos manipulados e sanguinários terroristas, cujas ações são bem
conhecidas pelas democracias do mundo.
Fuad Saniora, o instavel presidente libanês, em seu discurso perante a
reunião de representantes árabes realizada há dias em Beirute, não perdeu
a oportunidade de intercalar em suas palavras comovidas lágrimas,
aparentemente de crocodilo, para euforia dos jornalistas internacionais
presentes. Estas lágrimas poderiam ter sido facilmente evitadas, se o govêrno
libanês se impuzesse com mão firme na direção do pais, ao invés de ter
desastrosamente permitido ao todo poderoso sheik Nasrallah espalhar seus
terroristas na região fronteiriça a Israel e antes disso o livre trânsito de
tropas sirias em seu solo, tudo em flagrante violação das decisões da ONU.
Numa recente resolução do parlamento libanês, vem agora o presidente
deste país declarar estar pronto a despachar 15 mil soldados reservistas
para ocupar a área sul do Líbano. A reação de Israel foi receber a proposta
com justificadas reservas, pois Saniora não deixou claro se os terroristas
do Hezbollah seriam ou não removidos da região e suas armas
confiscadas, incluindo ainda a libertação dos dois soldados israelenses
capturados, segundo as exigências israelenses para a conclusão
de um acôrdo de cessar fogo.
Por outro lado, qualquer resolução para implantar uma fôrça militar multi-
nacional no sul do Líbano, deve considerar cuidadosamente os fracos elos da
corrente - pouco confiável - baseada em elementos como o governo libanês,
Hezbollah e o eixo Sírio-Iraniano.
Salo Yakir / 07-08-2006  (Israel)