I D I S H E R   V I N K E L E    
O Idish, ao  contrário do que se pensa,  não sofre ameaça de  extinção imediata,  pois  em  varias
áreas intelectuais e religiosas tem havido o ressurgimento marcante deste idioma peculiar, que é
atualmente falado por mais de 4 milhões de judeus em todo o mundo. O Idish faz parte da familia
Indo-Europeia de linguas, localizado no sub-grupo do Alemão e no grupo do Alemão Ocidental. O
desenvolvimento  do Idish se deu a partir  de 1100 d.c., com a mescla  de vários  dialetos  alemães
nos guetos  da  Europa Central,  de lá se  propagando para o resto do mundo. Fonética e
semanticamente,  o Idish tem  proximidade  e seu  vocabulario e' basicamente ligado
ao alto Alemão Medieval, com influencias marcantes do Hebraico, Inglês,
Eslavo e das linguas Neo-Latinas.

O holocausto de seis milhões de  judeus na Europa  infliguiu quase que um golpe fatal na
sobrevivencia  do Idish, que  representava  a própria  essência da cultura, literatura e  inteligentzia  
dos judeus europeus, mais notadamente os alemães, poloneses, russos, rumenos, hungaros,
bulgaros, etc., quando então mais de 11 milhões de pessoas falavam o idioma.  Nos anos  que
antecederam a 2a. Guerra Mundial, milhares de  judeus trouxeram  consigo o  Idish como  lingua
materna para os USA, Canada, diversos paises latino e sul americanos, Africa do Sul, Australia etc.
O fluxo maior da imigração judaica iria ainda consolidar-se nos anos do após guerra, reinforçando   
ainda mais a presença do idioma naqueles  diversos países.  Nos meios academicos  internacionais,
esta lingua sobrevive como  disciplina do curriculo optativo  e nas diversas comunidades
judaicas em todo o mundo  circulam diversos periódicos com expressiva tiragem.
Com o passar dos anos, após 1945, o Idish  floresceu de  maneira notável nos campos da literatura,
jornalismo, teatro, musica e estudos universitarios,  notadamente  em  Israel, com a criação do
Estado Judaico em 1948.

O Idish  caracteriza-se por  uma  riqueza impar  de expressões idiomáticas  que o transforma em
um idioma  repleto de  humor e sarcasmo, tornando  a essência de  sua semântica  em  tragi-cômica.
Os  têrmos  empregados formam  uma mescla  do hilariante e do  melancolico e  são  
quase que intraduziveis,  pois,  se passados para outras linguas, estes têrmos perderiam
o real teôr e o sabor picante do original.

Riquíssima  bibliografia  em Idish  foi legada por  renomados  escritores  como  Sholem Aleichem,
Sholem Asch,  Mendele M.Sefarim, Itzchak Leib Peretz e Isaac Bashevis Singer,  este
último detentor  do prêmio Nobel de literatura em 1978.
I D I S H:   M A M E   L O S H N
COLABORADORES: Priscila Aharonowicz, Ayala Gavish, Sylvie Yakir, Joel Boieras,
Lilian Banai, Marcos Smaletz, I.Kopelowicz, Jakiel Yakir, S.Salomon, J.Kirsch
ZAIN ODER NISHT ZAIN,  DOS IZ DI FRAGUE - ser ou não ser, eis a questão  (Shakespeare)
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Musica Idish
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Notas traduzidas e aumentadas por Salo(Shalom) Yakir
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